- É melhor você descansar – Ele foi logo fechando a porta
- ESPERA! – Gritei – Que dia vamos partir?
- Partir, filho você não acha essa ..
- Anda, responde! - Ele ja começara a manhã me estressando.
- Anda, responde! - Ele ja começara a manhã me estressando.
- Amanha de manha
- Ta brincando comigo né? Realmente esta falando serio?
- Sim, estou .. – Ele saiu do quarto, me deixando ali, parado
Quantas lagrimas viriam? Era a pergunta que eu fazia a mim mesmo, sabe, quando se tem quase tudo que se quer, deixar tudo parece tão difícil. Por um segundo, desejei não ter nada, para não perder simplesmente nada.
Levantei e observei lentamente a janela, as crianças brincando pelo parque .. e me lembrei dele, Caio, quando tínhamos 10 anos era tudo mais fácil, dividir um saco de salgadinhos era a coisa mais divertida que fazíamos naquela época, e tudo era tao fácil, não tínhamos responsabilidades, deveres a cumprir e muito menos sofríamos verdadeiramente com alguma coisa .. as vezes ate chorávamos, mas os motivos dessas lagrimas sempre eram um brinquedo que queríamos muito, quando acordávamos de noite e não víamos nossa mãe ao nosso lado, quando a energia da casa acabava e corríamos choramingando achando que o mundo estava acabando, era tudo tão simples ..
Mas como tudo na vida tem um caminho, eu deveria seguir o meu naquela situação, forçado a deixar meus amigos, as risadas, as lembranças, as historias, enfim, uma parte de minha vida.
Fiquei o dia todo no meu quarto, observando fotos, chorando, recusando ligações de amigos super preocupados porque eu não havia entrado no MSN ou ligado pra eles. Acreditei que tudo seria mais fácil se não houvesse uma despedida melancólica.
A noite chegou, e ela foi opaca, como o meu dia e o clima daquela estação.
Minha mãe trouxe um pouco de comida, recusei, não estava com um pingo de fome naquele dia e sim com medo, um terrível medo de talvez nunca mais poder ser feliz.
Enfim, minha mãe bateu três vezes na porta do quarto, eu não respondi, não queria que ninguem interrompe-se aquele momento de reflexão, mas mesmo assim ela entrou.
- É a Paula no telefone, por favor, eu sei como você gosta dela .. se despeça – Ela disse, fazendo aquela cara de mãe que deixa qualquer filho com dó.
- Ok, me passa o telefone e me de licença por favor – Tentei ser educado
- Certo – Ela me passou o telefone e caminhou ate a porta, saindo e a fechando, esperei ouvir os passos dela descendo as escadas para atender
- Alô? – Atendi
- Breno, o que foi? – Ela falou, meia magoada
- Paula, eu vou me mudar, pra São Paulo .. amanha de manha, não queria me despedir, porque não gosto desse tipo de coisa, só deixa as pessoas mais magoadas.
- Sua mãe me disse .. por favor Breno não brigue com ela, eu insisti tanto que ela teve de me dizer ..
- Ok, por você tudo bem, mas conte aos meninos amanha de tarde, não quero ninguem sofrendo por minha causa
- Tudo bem, juramento .. Mas Best, vai ser tão difícil .. sem você – Ela começara a chorar
- Por isso não queria despedidas, elas são feitas de choro e palavras carinhosas, e você sabe que eu não gosto disso – Falei serio, naquele instante parecia que eu não tinha sentimentos
- Eu entendo, me desculpa – O som que fizera, parecia de alguém secando as lagrimas com a manga da blusa
- Best .. eu te amo – Disse, deixando uma lagrima escapar
- Eu também – Retribuiu – Vai ser complicado sem você aqui, não sei se vou conseguir
- Seja forte por favor.
Conversamos durante bastante tempo, até que ela foi obrigada a desligar.
- Ate outro dia - Ela disse, desligando rapidamente.
Gostaram? Espero que sim! Na próxima vocês vão descobrir como foi a primeira impressão de Breno a São Paulo, vão descobrir aonde ele vai ficar, a escola aonde vai estudar e uma coisa bastante .. inesperada! Fiquem ligados e deixem seus comentários.
simplesmente A M E I I I !!!!
ResponderExcluirTO CURIOSA ;-;
ResponderExcluirAmei gui, vc escreve mt bem man !