segunda-feira, 12 de abril de 2010

Capítulo O1 - Perda!

 Parte O1/O2

Era uma noite fria, como todas as da estação .. freqüentemente, era em dias quentes que eu me lembrava de Caio, das altas risadas, dos momentos em que ele chorava, que ele me fazia rir .. mas com o passar do tempo, todas as noites, dias, madrugadas me faziam lembrar dele!
Você provavelmente já deve ter perdido alguém querido, ou ainda esta para perder .. mas saiba você que ainda não presenciou esse maldito momento, que é a pior dor que alguém pode sentir, uma dor insuportável, que começa no peito e depois toma conta de todo seu corpo, te deixa paralisado! Foi assim comigo, quando eu perdi Caio, meu melhor amigo .. já faz 2 meses, ele morreu em um acidente de carro, quando viajava com a família.
Ao morrer, eu fui um dos primeiros a saber, o restante família dele sabia da amizade forte que tínhamos, então logo avisaram para minha mãe que me contou a noticia trágica, no mesmo dia. Quer saber qual foi minha reação? Bom, primeiro fiquei paralisado, minha mente queria não acreditar e meu coração sangrava ali, sozinho .. eu me sentia perdido, e logo as lagrimas começaram a sair, e desde daquele dia, elas não param de cair, dia após dia, a mesma coisa .. o sentimento perdido, a alegria devastada, é isso que eu sinto.
Ah, antes que eu me esqueça, meu nome é Breno Marmo, nasci e cresci na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, o Caio era de Uberaba, uma Cidade perto daqui, nos víamos freqüentemente, ele tinha tios que moravam aqui, íamos para o Shopping, Cinema, ate mesmo ficávamos tensas tardes na casa dos meus pais, jogando vídeo game e ate fazendo completamente nada. Posso dizer que éramos melhores amigos.
Bom, minha mãe se chama Glaucia e trabalha como professora de Matemática, meu pai, Eduardo, trabalha como empresário da Hering.
Apesar de tudo, tenho uma vida boa, que muitos querem ter, estudo em escola particular, curso a 8ª serie, tenho exatamente 14 anos e estou, felizmente, solteiro, não por falta de garotas, muito pelo contrario, é por pura opção, acho que não estou preparado para isso ainda.

- Então, é melhor eu parar de escrever nesse diário e ir dormir – Disse, bocejando.

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Uma feixe de luz brilhante infiltrava meu quarto através de janela, que por acaso havia deixado aberta na noite passada, levantei meio atordoado e a fechei, deitando novamente na cama, mas minha manha já começara mal, fui acordado aos berros da Empregada.


- BRENO! ACORDE, SUA MAE DISSE QUE TEM FISK HOJE! – Gritou Patrícia, a empregada recente da casa.
- Estou indo – Eu disse bem baixinho, pra mim mesmo é claro.


Levantei e coloquei minhas pantufas do Garfield e caminhei ate o banheiro, abri a torneira e lavei meu rosto, me olhei no espelho e sorri, pressentia que aquele seria um dia bom. Retirei minha roupa e caminhei ate o chuveiro, o liguei e deixei a água cair um pouco sobre minha cabeça. Meus cabelos loiros agora estavam sobre meus olhos, passei a Mao e esfreguei meus punhos nos mesmos, olhei meu físico no espelho da cabine, era bom .. meus peitorais e barriga eram bem definidos, apesar de tudo eu gostava do meu corpo, extremamente da minha parte intima.
Terminei o banho e me enrolei na toalha, seguindo ate meu quarto, olhei no relógio e já eram 9:00 horas, meu Fisk estava marcado para as 9:30, tinha que me apressar.
Abri o guarda-roupa e peguei uma blusa amarela listrada de preto, uma calça skinny azul e me vesti, calcei um freeday e desci as escadas, devagar.


- Ande logo senão vai se atrasar! – Disse Patrícia, num tom alegre.
- O Fisk é a um quarteirão daqui Patrícia, tenha calma – Eu falei, lentamente.
- Ah sim, havia me esquecido, boa sorte – Desejou ela, dando um sorriso.
- Obrigado, ate mais tarde.


Caminhei ate a sala e peguei o jornal pra passar o olho, como sempre só havia noticias sobre tragédias, era típico de Uberlândia. Joguei o jornal sobre o sofá e caminhei ate a porta.
Fui de a pé ate o Fisk, era uma escola grande e laranja, com detalhes em verde, olhei no grande relógio que ficava ao lado da escola, marcava 9:27, me apressei e corri ate a minha sala. Ao entrar logo comprimentei os garotos da primeira fila, Raul e Diego, ele retribuíram com sinais de paz e amor e beleza, caminhei ate meu lugar e me sentei, observando o professor entrar na sala.


- Bom dia turma. Hoje vamos relembrar um pouco do Simple Present, pois vamos utilizá-lo bastante este ano – Ele falou, em um tom calmo, eu gostava dele, apesar de tudo. Se chamava Eduardo, que por acaso era o nome do meu pai.


A aula foi tranqüila, ele me pediu para traduzir alguns textos e responder umas atividades usando a matéria que ele nos ensinou, ou melhor, relembrou.
A aula acabou e fui caminhando sonolento ate a minha casa, Raul veio me acompanhando.


- Então, vamos pro Shopping mais tarde, a galera vai estar toda lá – Falou
- Quando diz galera, quem são? – Falei, dando uma risada
- Paula, Gustavo .. os de sempre.
- Ah sim, a que horas estão pensando em ir?
- Bom, pode ser 14:00? – Perguntou
- Tudo bem, passa aqui em casa – Acabávamos de chegar.
- Ok, 14:00 horas passo aqui, abraços – Se despediu, acenando.


Entrei em casa e deitei no sofá, peguei o controle e liguei em um canal de reportagens.


E cada vez mais na BR 150, mais acidentes vem acontecendo, nesta madrugada de Sábado um carro bateu em outro. Os dois motoristas morreram. O Primeiro carro carregava um garoto de..


Mudei de canal, chega de acidentes de carro.
Passei o resto da manha vendo TV, almocei e voltei a televisão, vi alguns clipes ate as 14:00, eu sempre ia 15 minutos depois do horário marcado, os meninos se atrasavam muito, todas as vezes.
14:10, levantei do sofá e me olhei no espelho, dei uma ajeitada rápida no cabelo e peguei um taxi para ir pro Shopping, cheguei La e adivinhem (?) Os meninos nem haviam chegado ainda, aproveitei pra ir ver os filmes que estavam em cartaz no cinema, dei uma olhada e logo alguém me pegou por trás, vendando meus olhos com as mãos e dizendo, tentando mudar a voz:

- Adivinha quem é? – Disse a voz misteriosa

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